Eu estava desesperançado.
40 anos, sem filhos, um monte de relacionamentos fracassados, eu tinha perdido as esperanças. Não esperava mais encontrar alguém, e até já tinha feito as pazes com o fato de não ter filhos. Estava vivendo a vida, usando sites de relacionamento para conseguir diversão rápida e efêmera e pouco depois seguir adiante.
Foi quando, durante o feriado de réveillon, enquanto conversávamos potoca na piscina da casa de minha tia em Porto de Galinhas, uma prima me sugeriu o Tinder, que seria uma versão mais "civilizada" do que eu já usava. Quando voltei ao hotel, instalei o app, e em quinze minutos de "jogo" uma menina bonita me correspondeu e começamos a conversar.
Do Tinder pulamos pro Whatsapp e pra voz.
A frequência dos contatos cresceu tanto que comecei a considerar-me namorando, mesmo sem nunca ter tocado nela. Seguimos nesse ritmo acelerado até que não dava mais para demorar, marquei para ir à cidade dela no domingo seguinte.
No domingo seguinte, 12/01/2014, tomei um banho de chuva logo pela manhã, ao tentar pedalar com a família por Recife, depois pra espairecer peguei a estrada, me instalei num hotel e fui encontrá-la num shopping centre de sua cidade.
Fiquei desconcertado quando ela recusou ir além dos dois beijinhos quando nos encontramos, pois achava que na cabeça dela as coisas estavam funcionando do mesmo jeito que na minha, mas fazer o que, né? Dançando de acordo com a música, fomos à praça de alimentação e lá ficamos até à hora do shopping centre fechar, e voltei só para o hotel, mas já oficialmente namorando, pois ela finalmente tinha aceitado.
Até hoje me espanto como tudo foi rápido, como desde aquele momento, desde o primeiro beijo, eu soube que era ela. Como fiquei atordoado com a avalanche de sentimento que me avassalou em tão pouco tempo.
O resto?
Depois a gente conta...
Nenhum comentário:
Postar um comentário