terça-feira, 30 de junho de 2015

A Translucência Nucal - Cristiano

Como Luana explicou, a Translucência Nucal é o exame que mede uma prega na nuca do embrião e, caso essa medida esteja fora de certos parâmetros, indica que o bebê pode ter algum problema cromossômico (como Síndrome de Down, por exemplo) e encaminha para a realização de outros exames que confirmarão - ou não - a presença destes problemas.

Pois bem, eu já sabia disso tudo, mas no dia do exame minha mãe começou a fazer perguntas. Para respondê-las eu pesquisei mais sobre o assunto. O que li me deixou preocupado, mas como Luana estava uma pilha de nervos (ela sempre ficava preocupada e nervosa na semana em que faria uma Ultrassonografia), eu guardei para mim as minhas preocupações e me concentrei em ampará-la neste momento de nervosismo.

Luana achava que tenho implicância com a medicina na Paraíba, pois eu insisto que ela faça todos os exames em Recife, que é um dos maiores polos médicos do País. Ela não entende que, se Salvador ou Fortaleza, por exemplo, fosse maior, eu a levaria para fazer os exames lá. Pois bem, ela insistiu que fizéssemos este exame tão importante na Paraíba, e lá fomos fazer.

Quando finalmente entramos na pequena e quente sala de exame, o aparelho de gravação da ultrassonografia estava quebrado, fazendo com que eu voltasse a filmar com meu telefone. Direto na tela do aparelho (qualidade de imagem inferior à do aparelho de ultrassonografia que meu veterinário usa em minhas vacas). O médico demorou quase meia hora calado, enquanto procurava o ducto venoso do primeiro bebê. Quando a tensão estava tão forte que dava para cortar com uma faca, o médico disse que "era um jogo de paciência, mas estava tudo bem com o bebê". Nunca tive tanta vontade de bater em alguém na vida!

A parte boa foi que, numa das viradas do primeiro bebê, eu juro que vi algo a mais no meio das perninhas dele, mas como sou uma piada em matéria de visualizar ultrassonografias, preferi não acreditar.

Quase uma hora depois o exame terminou. Tudo perfeito com ambos os bebês, que além de tudo continuavam 50% maiores que a média de bebês singulares, outra prova de como a mãe deles é boa. Quando finalmente saímos da sala de exames para esperar o laudo, toda a tensão dos últimos dias, amplificada pelas últimas horas, finalmente saiu de nossos ombros. Nos abraçamos ali mesmo, em frente à porta. Solucei e chorei como uma criança, enquanto arriávamos, abraçados, no primeiro sofá que encontramos.Acho que nunca, em minha vida, senti um alívio tão grande! ALi mesmo, sentados e abraçados na recepção da clínica, unimos as mãos e rezamos um Pai-nosso, agradecendo ao Pai por mais esta bênção.

Até à noite eu estava sorrindo de alívio.

Meus filhos são saudáveis, graças a Deus!

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